Ser uma criança aspie

No ano passado, um colega do Educere me chamou para um grupo no Whatsapp pra combinar um reencontro da nossa turma. Eu estava empolgado, mas a minha mãe me lembrou que um pessoal me fez sofrer na escola onde chegava esgotado em caso com nervos a flor da pele. Então, decidi declinar o convite por não ter muita paciência com talheres entre outros jogos de louça usado em um restaurante no momento.

Eu era o aspie da turma…..

Nós tínhamos alunos estudiosos com boas médias no boletim escolar no Educere. Mas eu era uma espécie de doutor spock das aulas de geografia e história. Os meus colegas me zoavam por que eu tinha uma boa pronúncia em francês quando líamos um texto da ocupação francesa no Rio de Janeiro e no Nordeste nos tempos do Brasil Colônia. Isso era elogiado pela minha professora de História em público pra toda sala.

Lembro de uma professora de geografia que trabalhava no conselho tutelar. Quando ela estava olhando o mapa do oceano pacífico. Eu lhe falei da batalha de Midway entre os americanos e japoneses na segunda guerra mundial. Então, ela fez uma anotação no livro de professor sobre a minha observação. Isso era um espanto desconhecido para os meus colegas naquele momento onde travavam uma subversão sobre fotos de animes.

Nisso faço uma ostpolitik das sombras comprando revistas de carro que não levava pro Educere. Meus colegas estavam tentando namorar as escondidas o que era proibido na escola por causa do regime stalinista por meio do medo e da supressão de nossas vontades. Eu não me preocupava com isso porque tinha uma fala mais madura e conversava com as estagiárias e o namorados das minhas professoras por coragem minha.

Meus amigos de 60 anos me entendiam bem junto com os meus tios santistas e as minhas tias maternas. Meu pai e minha mãe me ajudavam com isso mesmo vivendo separados. Meus colegas ficavam desconcertados por não verem meu pai quando ele ia me buscar em caso de emergência ou quando podia sair mais cedo. Ele sempre me perguntava da faculdade com o senso de humor dele. Ele não sabia que eu era aspie.

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